domingo, 26 de agosto de 2012

"Firewall - Parte 8 / Me Deixe Ir"


"Quero que saibam que o negócio terminou então, eu estou dizendo para você.
Eu serei sempre verdadeira."
(Hilary Duff -  Beat Of My Heart)



- Narração de Debby ... 

 Foi tenso olhar para o rosto dele sangrando, por mais ignorante que ele estava sendo comigo eu não poderia deixá-lo sangrando ali, eu apoiei o braço dele no meu ombro e ajudei ele até chegar ao sofá. 

Debby: Fica aí e não sai. 
Justin: Eu disse que não preciso da sua ajuda. 
Debby: Para com essa merda de ignorância e orgulho agora, não vai conseguir nada com isso. Falou? 


Ele cruzou os braços e eu virei de costas ignorando o tom de raiva, fui até o banheiro e peguei alguns curativos e esquentei a água mas misturei com água gelada para que ficasse morna, peguei o pano e voltei para sala. Me ajolhei em frente a ele, coloquei o pano limpo na vasilha de água morna e um pouco de álcool e torci para tirar o excesso. Enrolei na ponta do meu dedo indicado e levemente passei em cima do machucado e ele colocou a cabeça para trás. 

Debby: Para de ser criança. 
Justin: Tem álcool nisso e você me diz que não dói. 
Debby: Mas não sei onde você arrumou esses cortes, pode ter alguma infecção. 
Justin: Prefiro ir pro hospital, anestesia por favor. 
Debby: Acha mesmo que eles vão te dar anestesia na testa? 
Justin: Por favor, anestesie meu corpo todo. Quero esquecer de tudo. 
Debby: Esquecer do que? Você nem tem tantos problemas assim. 
Justin: Na boa, vou dormir. 
Debby: Não, você vai ficar aqui por que eu ainda nem comecei. 

Ele recuava a todo toco do pano nos machucado e o puxava novamente para mim, eu admito que deveria estar doendo sim, por que os cortes não eram nada simples e alguns não era apenas superficiais mas ele não estava querendo ir para o hospital, limpei ao máximo e fiz alguns curativos e ele nem agradeceu, apenas se levantou e entrou no quarto. Aff, isso me irritou, eu ouvi o barulho do chuveiro e limpei a sujeira que tinha feito na sala. 

Aguardei o barulho do chuveiro parar e comecei a bater na porta chamando o nome do Justin, mas sem o sobrenome por que algum vizinho poderia ouvir mas continuei a gritar do outro lado da porta até que Justin abrisse. 

Justin: O QUE É? VOCÊ É LOUCA? 
Debby: Louca? Você é que tem algum tipo de problema, você chega todo machucado e depois de alguns minutos vira de costas como se nada tivesse acontecido, qual é? 
Justin: Eu não quero que você se envolva na minha vida. 
Debby: Então pega sua merda de dinheiro de volta, eu não preciso aguentar isso. Na boa, eu mereço coisa melhor e posso conseguir coisa melhor. Não vale a pena passar por tudo em isso a troca de um bocado de dinheiro. Dinheiro pode acabar em meses mas o caráter fica aqui. Ele abriu a porta completamente e se sentou na cama, apoiando o cotovelo nas suas pernas enquanto colocava a mão no rosto, entrei e me sentei ao lado dele. 
Justin: Eu não quero que você se machuque. 
Debby: Bieber? Poupe-me né? Estou em Nova Iorque a anos me virando sozinha e você está com medo de que eu me machuque? 
Justin: Não me chame de Bieber e eles podem machucar você sim.
Debby: Por que? 
Justin: Quero esquecer quem eu sou, por favor e eles acabam com qualquer um que está no caminho deles. Debby: Eu não entendo isso mas não é isso que eu quero discutir agora. 
Justin: Eu to com sono, amanhã talvez. 
Debby: Amanhã merda nenhuma!!! Ou você me fala agora ou vai ter que procurar outra pessoas pra te ajudar com esse loucura de faculdade. 
Justin: Eu não nada pra falar. 
Debby: Tem sim, por que chegou machucado? Para onde foi? 
Justin: Isso realmente não importa, vai fazer doer menos esses cortes? Vou me sentir melhor, depois que eu falar eles vão magicamente se curar? 
Debby: Claro que não, tenho cara de milagreira? 
Justin: Então ... 
Debby: Fala! Justin: Eu briguei com uns caras, foi só isso. 
Debby: Eles te bateram por que? 
Justin: Aff, eu não apanhei. Eu não sou cara de levar um surra. 
Debby: Não importa, para de enrolar, por que vocês brigaram? 
Justin: Por que eu ... eu beijei uma garota numa festinha lá e o cara se irritou e você sabe.
Debby: Tá louco é? Pirou? Elas são vadias da faculdade, todo mundo já pegou aquelas garotas e o tem um monte de maconheiro que são loucos por ela,você tá brincando com fogo? Eles podem dar um tiro na sua cara. 
Justin: Até parece que eu me importo e também, eu não estava normal. 
Debby: Você bebeu? 
Justin: Um pouco. 
Debby: O suficiente para fazer besteira né? Usou drogas? 
Justin: Ai Debby, chega com isso, eu realmente estou com dor de cabeça. 
Debby: Por que será né? Você nunca deveria ter chegado perto disso 
Justin: Não quero ouvir seus conselhos, como se você soubesse algo sobre mim. 
Debby: Não preciso saber muito para saber que você é um idiota. 
Justin: Eu sei disso. Ser famoso foi um erro, essa ideia de estudar foi um erro, nascer já foi um erro. Ele se abriu um pouco, deixou os sentimentos vazarem por milésimos de segundo, essa era chance e eu não sei como reagir, não se ele deixou escapar ou realmente me quis dizer isso; estou realmente com medo de estragar tudo, olhei nos olhos deles ele olhou nos meus também. 
Debby: Erro de verdade é você pensar assim. Se você está aqui é por que Deus quis que você nascesse e se você é famoso é por que tem pessoas que te amam do jeito que você é, suas fãs. 
Justin: Nossa, profundo. 
Debby: Que foi? Vai ironizar minha ajuda? 
Justin: Não, é que nunca pensei que você iria tentar me fazer sentir melhor. 
Debby: De nada. 
Justin: *sorri* Obrigado mas isso não nos faz amigos. 
Debby: Claro que não. 
Justin: Amanhã eu não vou estudar, olha minha cara e estou com uma dor de cabeça. 
Debby: Será que é por que o efeito do baseado está passando. *ri* 
Justin: Para, não tem graça. 
Debby: Tá, parei. Vou trazer um analgésico. 
Justin: Não, não quero tomar mais nada. Quero ficar limpo até amanhã. 
Debby: Entendi já. 

 - Narração de Justin ... 

Ela se levantou do meu lado, abriu a parte de baixo do meu armário, pegou a garrafa de bebida e jogou pela janela fazendo ela quebrar no gramado lá fora, levantei correndo até a janela e depois cheguei perto dela ainda gritando 

Justin: QUAL É O SEU PROBLEMA? 
Debby: Ei, fala mais baixo comigo! 
Justin: Por que você jogou fora. 
Debby: Você já tá drogado o suficiente, se beber vai acabar tendo uma overdose e na boa, não quero levar ninguém no hospital. 
Justin: Mas eu não iria beber. 
Debby: Você não quer ficar limpo... mentiras ... por favor né? Enquanto estiver perto de mim, sóbrio você vai ficar.
Justin: Saia do meu quarto. 

Apenas a empurrei para fora e tranquei a porta e me joguei de qualquer jeito em cima da cama, por quê? Por que ela fez aquilo? Essa garota já estava me irritando e não é só pelas loucuras que ela faz mas pela forma que ela fingi que se importa, prefiro que ela não se importe do que fingir isso. Minha cabeça estava explodindo e eu estava com raiva também. Nem terminei a primeira semana e já estou pensando em parar de estudar, essa noite eu já vi que não estava mais conseguido dormir então fui ao banheiro, acendi a luz e me observei no espelho minha cara estava toda quebrada e por dentro também ... 

Na boa, eu odeio esse negocio de sentimentos e sentir isso, já tenho 22 anos e não escrevo uma música boa mais, que fale sobre o que eu sinto. Estou admitindo isso pra mim, se não fosse o Usher do meu lado me ajudando a escrever, não sei o que seria da minha música. Ele me apoiou nessas “férias”, disse que eu deveria organizar as coisas e por minha cabeça no lugar porém como eu consigo só estragar mais o que deveria ser bom pra mim? Eu nunca tive problemas com drogas e bebida e alguns dias eu já consegui me envolver nisso. Tirei minha blusa, deitei na cama e apaguei ... 

[ ... ] 

Acordei com o meu telefone celular tocando, coloquei a mão em frente aos meus olhos pois não consegui abrir já que na noite passada eu esqueci de fechar a janela e a cortina, agora pela manhã o a luz do sol invadia meu quarto; com dificuldade olhei para tela do celular e atendi. 

 [♫ - Telefone]


Justin: Fala Vanessa. 
Vanessa: Não vem pra facul hoje? 
Justin: Não, minha cabeça está explodindo. 
Vanessa: Nada que a galera não possa resolver. 
Justin: Valeu mas realmente quero ficar em casa. 
Vanessa: E a noite? 
Justin: Pode ser. Vanessa: Então nós vamos de carro aí te buscar, heim? 
Justin: Pode vir. Vanessa: Então, te pego ás 9 da noite, pode ser? 
Justin: Pode, tranquilo. 
Vanessa: Que bom, por que temos uma supresa para você. 
Justin: Surpresa pra mim? O que é?
Vanessa: Se eu te contar, deixa de ser surpresa. Até as 9 

 - Narração de Debby ... 

Fechei os olhos e respirei fundo enquanto estava apoiada na porta do quarto dele ouvindo a conversa. Eu não acredito que ele iria usar aquela merda de novo, por que ele estava fazendo isso? O cara é o Justin Bieber, apenas 3 meses pra terminar todos os estudos dele, a maior parte ele fez dentro de um ônibus e agora ele precisa ficar só uma alguns meses e ainda faz isso. 

 Eu estava bem apoiada na porta e acabei caindo quando ele abriu a porta, foi um erro bobo, fiquei tão ligada nos meus pensamentos que me esqueci de sair de perto da porta. 

Justin: O que você estava fazendo atrás da porta? 
Debby: Limpando. 
Justin: O que você ouviu? 
Debby: O suficiente. Vai usar de novo né? 
Justin: O que eu disse? Só por que você disse algo legal pra mim e eu agradeci sorrindo, isso não nos torna amigos, e já que não minha amiga eu não devo satisfações. 
Debby: Meu irmão, sua mudança de humor me assusta. Para de distribuir patadas.
Justin: Você deveria ir a faculdade hoje. Ele virou de costas e foi até cozinha preparar um sanduiche. Debby: E deixar um drogado aqui sozinho? 
Justin: Não se preocupe com isso, não preciso de companhia pra cheirar. 
Debby: Então por que você se envolve com aquela tal de Vanessa e a “galera”? Eles são um bando de drogados, eles cheiram até pó de giz do quadro negro e se a tia da limpeza deixar, eles cheiram a poeira que ela varre. 
Justin: O que você está tentando fazer? 

 Ele foi se aproximando de mim e apenas fui andando para trás, até tocar minhas costas num balcão e o braços deles me cercaram e tocaram no balcão de forma que eu não pudesse sair, Justin estava sério e olhando pra mim, pensei o pior, talvez ele poderia me bater, sei lá, ele não parecia drogado mas até o estado normal dele me assustava ás vezes. Respirei fundo e encarei. 

Debby: Não quero que você se mate. 
Justin: Por que tá fingindo que se importa? O que você quer, mais dinheiro? Fale se é esse o problema.
Debby: Na boa, enfia esse dinheiro no seu cu. O que você pensa que eu sou? Algum tipo de vadia que você paga pra fazer o que você quer? Lembra que foi VOCÊ que implorou minha ajuda e que queria fazer a faculdade e eu era sua esperança. E só por isso eu aceitei, na boa, chega disso. 

Justin pensa que é pelo dinheiro mas nunca foi, eu disse que não cuidaria de um bebê idiota de 22 anos e não vou cuidar, fui até eu quarto e pequei todas minhas roupas e coloquei de volta a bolsa e peguei o cheque que Cindy tinha me entreguei, amassei e joguei nele que por sinal estava parado na sala em choque; fui até a porta da saída, desci a pequena escadinha da fachada e segui andando. 

Ele correu atrás de mim, ele estava sem blusa e sua calça estava sem sinto, caindo e os vizinhos estavam olhando, provavelmente pensando o pior. 

Justin: Por favor, para. 
Debby: Não vou parar de andar e vê se volta pra casa, os vizinhos vão pensar mal de mim. 
Justin: Eu não me importo. 
Debby: Sério? Justin: Podem até falar mal de você mas você não é uma pessoa ruim. Eu parei de andar e olhei para ele. 
Debby: Na boa meu, qual é a sua? Um hora você falar uma coisa legal e outra vem com milhares pedras na mão para me atacar. 
Justin: É difícil, sabe? Eu não sei o que acontece. 
Debby: Espero realmente que você consiga fazer tudo que quer, estudar e etc. 
Justin: Obrigado, eu só queria ... Me descul... É.. você precisa do carro? 
Debby: Não, obrigado. Justin: Eu não posso ao menos levar você? 
Debby: Não, eu pego um táxi. Não sou tão pobre assim. 

 Eu disse que ia e ele me deixou ir, por que isso estava doendo? Ele? Só um babaca na minha vida, conheço tanta gente babaca e ele é só apenas mais um e eu não deveria me importar.

 - Narração de Justin ... 

 Observei ela indo embora, o vento fresco e luz do sol da manhã passava pelos cabelos castanhos brilhantes dela fazendo ficar mais linda ainda e mesmo com o cabelo bagunçado e sem maquiagem ela estava linda. Como podia ser tão perfeita. 

 Que isso Justin Bieber? Você só pode estar louco. 

 Estava como nos filmes, um anjo e demônio no meu ombro, cada um dizia uma coisa, e isso estava me matando. Eu sentia algo estranho por ela, e senti mais ainda quando percebi que ela estava partindo e tinha medo que fosse como todas as pessoas próximas a mim, apenas fingiam só por que eu sou Justin Bieber.


Continua ...

"Firewall - Parte 7 / Orgulho."


"Se está tentando me transformar em outra coisa
Eu vi o bastante e estou cansada disto"
(Avril Lavigne - Nobody's Fool)


- Narração de Justin ...

 Por alguns momentos por impulso eu sentia que eu ia bater nela quando ela estava desafiando mas por algum motivo eu acabava só gritando com ela e ela não mostrava nenhum medo e isso ás me irritava mais ainda. Bati na parede e gritei colocando as mãos na cabeça. 

Debby: Precisa de calmante? 
Justin: Não ironiza. 
Debby: Então me poupe da sua agressividade espontânea. 
Justin: Não estou agressivo. 
Debby: Nossa, imagina se estivesse. 
Justin: AI MERDA! CALA A BOCA, A MINHA CABEÇA TÁ DOENDO. 
Debby: Primeiro, abaixa tua voz comigo. Não sou dessas que se deixa ser humilhada. Segundo, qual é o teu problema? Se acha melhor que os outros? Só que você não é. Abaixa tua bola, que nem moral comigo tu tem. 

Mais uma vez eu coloquei as mãos na cabeça e chutei a mesa, ela conseguia me tirar do sério tão fácil. Respirei fundo e olhei para ela. 

Justin: Por favor, arruma suas coisas e vamos. Eu não estou pedindo muito, né? 
Debby: Tu deveria tratar sua bipolaridade, sério, isso tá me preocupando. *riso irônico* E não adianta vir mansinho pra cima de mim. Não vou cair nessa, desiste. 
Justin: Eu tentei ser simpático. 

Ela virou de costas e me deixou falando sozinho, parece até que ela sabe exatamente o jeito de me tirar do sério. Debby literalmente me irritou, fui atrás dela e a peguei no colo, já que não ia ser por bem então seria por mal, ela se sacodia e a coloquei no chão e puxei pelo braço colocando-a contra a parede. 

Justin: Para com isso, essa sua infantilidade tá me deixando nervoso. 
Debby: Ás vezes eu sou infantil. 

Ela se sentou no sofá e cruzou os braços, ela estava declarou guerra, não é? Não precisava falar muito por que as atitudes dela estavam mostrando tudo. Peguei-a pelo colo e ela se sacodia novamente, porém dessa vez eu não a soltaria, desci as escadas e coloquei ela dentro do carro e a tranquei lá dentro. Na volta, passei pelo atendente. O Tal “Dinho”, aff ...

Dinho: Você e sua namorada são um casal um bocado quentes, né? 
Justin: Isso não interessa, estou pagando o que ela deve e adiantado dos próximos. 
Dinho: Nossa, isso tudo? Você deve gostar muito dela. 
Justin: Você é pago para fazer seu trabalho, ninguém precisa dos seus comentários adicionais. 
Dinho: Tá mais estressado do que nunca, heim Sr. Justin? 
Justin: Eu vou lá em cima pegar algumas coisas, aquela mulher não vai sair daquele carro e se sair, se considere um homem morto e ninguém mais pode entrar no apartamento dela, falou? 
Dinho: Tudo bem.

Os funcionários ficaram olhando a minha atitude, mas eu não me importo com isso agora e também eles não tem que se envolver nisso, no máximo vai rolar um fofoca sobre mim e já estou tão acostumado com isso, aguento isso como Justin Bieber e poderei aguentar como Justin Walker. Peguei uma bolsa grande, e coloquei algumas roupas dela, acho que o suficiente até ela arrumar algumas novas. Peguei algumas coisas á mais e sai trancando a porta. 


 - Narração de Debby ... 

 Qual foi a parte de “não dar mancada” que o Justin não entendeu? Pombas, de dentro do carro eu podia ouvir os gritos do retardado que queria dar pose de fodão para prédio inteiro, isso estava me deixando profundamente abestalhada. Como era possível ele ser tão teimoso, arrogante e irritante ao mesmo tempo, e quando ele estava fora de si era pior. Ele jogou a mochila no banco de trás e mal conseguia colocar a chave para dar partida do carro, parecia que ele não estava vendo. 

Debby: Você não pode dirigir. 
Justin: Que foi, quer ser motorista agora também? 
Debby: Não, só não quero que você se mate e me mate junto. 
Justin: Eu consigo. 
Debby: Para onde vamos? 
Justin: Para casa. Ele finalmente deu a partida e acelerou, odeio correr com carros e admito que no caso, eu amando essa adrenalina mas jamais iria admitir isso para ele e também as manobras que ele estava fazendo deveriam ser feito numa pista pra isso, não em uma estrada. Eu coloquei a mão em seu ombro. 
Debby: Justin para de correr. Diminui a velocidade. 
Justin: Tudo bem. 

Desnorteado, e sem muita reação ele lentamente diminuiu a velocidade e não, não queria ser legal por que sem dúvida ele não estava merecendo porém ele esteva tão estranho, ele parou em frente a suposta casa e encostou no carro colocando a mão esquerda na testa, coloquei a mão no seu braço, Justin apenas pôs a mão no bolso e tirou as chaves. 

Justin: É a chave da casa, pode entrar. 
Debby: Você esta bem? 
Justin: Debby entra logo! 
Debby: Cara, eu não tô pedindo muito. Só to perguntando se você tá bem. 
Justin: Eu to bem e se você não quer entrar, eu entro. 

Ele puxou as chaves da minha mão e jogou a minha bolsa em cima de mim para que eu agarrasse e entrou, bem que eu tentei um diálogo descente mas não conseguia falar. Eu odeio Justin Bieber e sempre vou odiar só que agora eu trabalho com ele e não posso ficar com essa “guerrinha”. Velho, não rola. A casa era bem bonita, não era super elegante, mas também não se comparava a meu apartamento que era horrível. Ele apontou para meu quarto e entrou no dele trancando a porta, apenas joguei minha bolsa em cima da cama e dei uma olhada na casa. Tinha uma piscininha atrás, a cozinha era média, a sala também e tinham outros quartos nos andares de cima. 

[ ... ]

 Oito da noite e Justin não havia saído do quarto, eu já tinha tomado meu banho e trocado de roupa, vi uns três filmes e ainda comi umas besteiras na cozinha. Acabei cochilando no sofá com um pacote de biscoito na mãe e com o controle remoto da TV na outra mas fui despertada com alguns tapas de leve no meu rosto.

Debby: Aff, que isso Justin? Não sabe chamar meu nome não? 
Justin: Foi mal, eu vou sair tá? 
Debby: Vai onde? 
Justin: Não interessa. 
Debby: Realmente né? Simples. Vai onde você quiser mas não me procura se algo acontecer. Não mesmo. Justin: Como se eu fosse precisar de você. 
Debby: É você quem sabe mas cuidado com suas palavras.

[ ... ] 

 Acordei com um barulho, já era bem tarde eu acho e o silêncio dominava a casa, a rua ... a vizinhança. Ouvi o barulho se repetir e peguei uma vassoura, típico da minha parte pegar para se defender e logo perguntei quem estava lá e que era pra sair da minha casa, mas a voz pesada e rouca do Justin falou baixo. 

Justin: Sou eu. 

Me assustei com o tom de voz, e corri para acender a luz e temia que algo poderia ter acontecido e sei as minhas responsabilidades sobre ele.

Debby: Justin, o que houve, por que você tá machucado? 
Justin: Me deixa em paz, volta pro seu quarto. 
Debby: Não, você tá sangrando. Olha o seu rosto! O que aconteceu? 
Justin: DEBBY VAI EMBORA! 
Debby: NÃO! 

Meu orgulho, eu sei que burlei um dos meus princípios. Disse que não tentaria mais ajudar, eu disse isso a mim mesma

Continua ...

"Firewall - Parte 6 / Perdendo Minha Direção"


"Perdendo minha direção. É o jeito que isso deveria ser
Sentindo uma conexão quando você está perto de mim"
(Demi Lovato - The Middle)



- Narração de Debby ... 

Observei ele cochilar no sofá, sem blusa por alguns momentos no sofá, por algum motivo ele estava estressado e não conseguia dormir, olhava pela canto da porta mas toda vez que ele abria os olhos rapidamente assustado eu me escondia novamente. Por que eu estava preocupada, se ele não se importava comigo? Ele mesmo prova isso com as brincadeiras cheias de consequências. Não sei como ambos iriamos para faculdade amanhã.

 - Narração de Justin ...

Era bem cedo quando fui despertado pelo celular alto da Debby no quarto dela, eu deixei que ela tomasse banho primeiro e depois eu fui, nunca agradeci por uma ducha fria mas eu precisava acordar e me animar e eu não estava conseguindo de jeito algum e nem mesmo a agua gelada me ajudou. Saí arrumado e me sentei na mesa com o café da manhã.

Debby: Eu fiz bacon com ovos. Eu não sei cozinha direito.
Justin: Não, tudo bem.
Debby: Quer mesmo ir pra facul hoje?
Justin: Quero sim. Eu não vou desistir.
Debby: Mas se você não estiver bem não força 
Justin: Eu estou bem e você não precisa se preocupar.
 Debby: Eu só estava tentando ser legal.

Ela largou o garfo e saiu, eu já vi que tinha mais uma vez falado merda. Eu não sei o que está acontecendo comigo e eu não sou do tipo sentimental por que eu aprendi isso e não podia falhar agora e não iria mostrar nenhum sentimento por ela, nem mesmo misericórdia por que eu não sou o mesma pessoa a muito tempo e não vai ser agora que eu vou mudar e voltar a ser um bom garoto.

Me levantei da cadeira bufando e deixando meu café da manhã todo ali. Entrei no carro batendo a porta e olhando somente para frente.

Justin: Não vai dirigir?
Debby: Por favor, não dê nenhuma mancada. Você é Justin Walker.
Justin: Por que se preocupa comigo?
Debby: Não estou me preocupando com você, estou me preocupando comigo e minha reputação. Não quero ser conhecida como babá do retardado do Justin Bieber.

Ela deu a partida no carro e seguimos em frente.

- Narração de Debby ... 

Eu sei que sou orgulhosa mas ele também é e isso acaba com todo o sistema, não podemos conversar um segundo sem ofender um ao outro somente para não assumir que ... para não assumir que toda essa aventura vai ser maravilhosa. Fala sério, não é todo dia que você troca de identidade e pode fugir da sua vida por alguns meses e não é todo dia que eu vou ter uma aventura dessas mas enfim, isso não nos importa mais. Sai do carro com ele e ele colocou os óculos escuros e foi andando na frente, todos os olhavam e as vadias começaram a rir e dizer “oi” e ele dei confiança, meu sangue ferveu agora mas tive que me controlar.

[ ... ]

Não havia mais como ficar pior né? Ele estava matriculado na mesma sala que eu, isso me cheira armação da Cindy para que eu pudesse “cuidar” dele mas francamente ... eu já estou pensando em entregar aquela merda de dinheiro de volta e voltar a minha vida. Ele se sentou afastado de mim para minha sorte e também, as vadias o cercaram ele em questão de segundos enquanto em fingia pegar meu caderno mas eu estava só olhando. Ele estava animadinho já, eu podia perceber pela expressão dele e elas eram bonitas também mas já passaram pela mão da faculdade inteira, elas literalmente não valiam a pena. O professor entrou na sala e elas pararam de fogo para cima dela e ela parou de sorrir também.

- Narração de Justin ... 

A menina que mais me chamou atenção foi a Emily, ela era muito bonita e gostosa também e ela me deu o número dela e as outras também, só que eu não lembrei o nome delas. Eu guardei tudo no bolso por que depois eu passaria para meu celular e a primeira seria com certeza a Emily. Eu também conheci um grupo de pessoas, algumas meninas e meninos eles eram legais, aliás uma das meninas que me acordou para ir embora, todos haviam saído, até mesmo a Debby.

Justin: Vanessa?
Vanessa: Justin, acorda!
Justin: Nossa, eu dormi a aula toda né?

Vanessa puxou uma cadeira para perto de mim e colocou a cabelo atrás da orelha.

Justin: Cadê todo mundo?
Vanessa: Todo mundo já foi e sua amiga tá lá fora te esperando.
Justin: Ah sim, a Debby.
Vanessa: Você dormiu essa noite?
Justin: Só uns cochilos.
Vanessa: Por quê?
Justin: Eu não sei, talvez ...
Vanessa: Talvez algo tenha acontecido mas isso não importa, tenho algo que vai te ajudar.

 - Narração de Debby ...

 Já fazia uma hora que eu estava esperando mas eu não vou procurar por ele e só não deixei ele sozinho por que ele não sabe o caminho direito mas quando ele souber eu vou deixa-lo, ele diz que se garante sozinho e eu quero ver ele provar isso por que sobreviver naquela faculdade não é fácil. Olhei para o lado e minha amiga, Maddie.

Maddie: Não vai trabalhar?
Debby: Não, eu me demito.
Maddie: Por que?
Debby: Se eu te contar, você não vai acreditar.
Maddie: Fala.
Debby: O emprego que eu te falei é ser segurança.
Maddie: Jura? Mas você ganhar mais do que no Duck’s?
Debby: Só que não é bem uma “segurança” normal sabe?
Maddie: Debby no que você se meteu?
Debby: Sabe o Justin Bieber, aquele moleque famosinho? Ele quer estudar sabe? Só que normalmente, sem fãs. Então eles pintaram o cabelo, colocaram lentes e etc.
Maddie: Você está completamente louca.
Debby: Não acredita em mim?
Maddie: Claro né sua idiota? Sei que não mentiria pra mim mas eu não acredito que logo você aceitou isso. Debby: O dinheiro é bom, é o que eu preciso pra conseguir fazer algo aqui em Nova Iorque e tava sem dinheiro dei tudo para minha irmã.
Maddie: Você está louca mesma. Agora eu tenho que ir, tenho que ir pro Duck’s, depois você me conta isso melhor.

 Ela saiu com a roupa do Duck’s na mão e me lembrei do quanto eu odiava aquela roupa e quanto eu era zuada por causa daquilo, logo vi o Justin descendo a escada e vindo. Bufei quando vi ele vindo lentamente em minha direção e com um boné, por que boné? Eu não me lembro dele ter saído com boné. Ele se aproximou de mim e me puxou pelo braço evitando olhar em meus olhos.

Debby: O que foi Justin? O que é?

Ele me jogou dentro do carro e deu a partida e acelerou. Ele estava completamente doido, fora de si completamente, era ele mesmo só que agora mostrou quem realmente é, meu braço ainda estava dolorido e marcado, ele me apertou muito forte.

Debby: Justin, fala comigo?

Justin: Cala a boca!
Debby: O que aconteceu? Fizeram algo com você?
Justin: Ninguém fez nada comigo. Eu vou te deixar em casa, arruma suas coisas por que precisamos sair. Debby: Por quê?

Justin parou o carro e mais uma vez me puxando pelo braço ameaçou o porteiro e o atendendo, jogou meu celular pela janela e puxou o fio do telefone fixo. Eu fiquei parada na parede sem reação.
Justin: Arruma suas coisas, eu pago a conta e resolvo tudo.
Debby: Justin por favor, vamos conversar. 
Justin: Por que você só não faz o que eu digo? 
Debby: Por que eu queria apenas saber o por quê? 
Justin: Por que eu estou cansado de viver nesse lugar. 
Debby: Justin, o que te disseram na facul? Te falaram que eu sou pobre né? Riram e te zuaram? Você perdeu a cabeça não foi? Justin: Isso não interessa a você. 
Debby: Para de fingir pra mim. Você não precisa 
Justin: Eu não estou fingindo nada. Estou realmente cansado de morar aqui. 
Debby: Mas eu não vou. 
Justin: Para de palhaçada Debby. Você sabe que eu não posso me mudar sem você. 
Debby: Muito bem. Justin: Mas que merda! Vai logo arrumar suas coisas! 
Debby: Você não manda em mim e eu não tenho medo de você. 
Justin: É melhor você aprender a temer por que eu não estou brincando 
Debby: Justin eu não tenho medo de você, eu estou falando sério. Acha que eu vou fazer tudo que um moleque riquinho quer só por que ele está afim. Você não me deu razões para ser legal com você, você foi todo doce quando precisou da minha ajuda e agora está cheio de graça. Fala sério. Se quer algo de mim vai precisar de dar uma boa razão e algo em troca. Como eu disse, você não me deu razões para ser legal com você.
Justin: E quem disse que eu quero que você seja legal comigo?

Continua ...