domingo, 26 de agosto de 2012

"Firewall - Parte 7 / Orgulho."


"Se está tentando me transformar em outra coisa
Eu vi o bastante e estou cansada disto"
(Avril Lavigne - Nobody's Fool)


- Narração de Justin ...

 Por alguns momentos por impulso eu sentia que eu ia bater nela quando ela estava desafiando mas por algum motivo eu acabava só gritando com ela e ela não mostrava nenhum medo e isso ás me irritava mais ainda. Bati na parede e gritei colocando as mãos na cabeça. 

Debby: Precisa de calmante? 
Justin: Não ironiza. 
Debby: Então me poupe da sua agressividade espontânea. 
Justin: Não estou agressivo. 
Debby: Nossa, imagina se estivesse. 
Justin: AI MERDA! CALA A BOCA, A MINHA CABEÇA TÁ DOENDO. 
Debby: Primeiro, abaixa tua voz comigo. Não sou dessas que se deixa ser humilhada. Segundo, qual é o teu problema? Se acha melhor que os outros? Só que você não é. Abaixa tua bola, que nem moral comigo tu tem. 

Mais uma vez eu coloquei as mãos na cabeça e chutei a mesa, ela conseguia me tirar do sério tão fácil. Respirei fundo e olhei para ela. 

Justin: Por favor, arruma suas coisas e vamos. Eu não estou pedindo muito, né? 
Debby: Tu deveria tratar sua bipolaridade, sério, isso tá me preocupando. *riso irônico* E não adianta vir mansinho pra cima de mim. Não vou cair nessa, desiste. 
Justin: Eu tentei ser simpático. 

Ela virou de costas e me deixou falando sozinho, parece até que ela sabe exatamente o jeito de me tirar do sério. Debby literalmente me irritou, fui atrás dela e a peguei no colo, já que não ia ser por bem então seria por mal, ela se sacodia e a coloquei no chão e puxei pelo braço colocando-a contra a parede. 

Justin: Para com isso, essa sua infantilidade tá me deixando nervoso. 
Debby: Ás vezes eu sou infantil. 

Ela se sentou no sofá e cruzou os braços, ela estava declarou guerra, não é? Não precisava falar muito por que as atitudes dela estavam mostrando tudo. Peguei-a pelo colo e ela se sacodia novamente, porém dessa vez eu não a soltaria, desci as escadas e coloquei ela dentro do carro e a tranquei lá dentro. Na volta, passei pelo atendente. O Tal “Dinho”, aff ...

Dinho: Você e sua namorada são um casal um bocado quentes, né? 
Justin: Isso não interessa, estou pagando o que ela deve e adiantado dos próximos. 
Dinho: Nossa, isso tudo? Você deve gostar muito dela. 
Justin: Você é pago para fazer seu trabalho, ninguém precisa dos seus comentários adicionais. 
Dinho: Tá mais estressado do que nunca, heim Sr. Justin? 
Justin: Eu vou lá em cima pegar algumas coisas, aquela mulher não vai sair daquele carro e se sair, se considere um homem morto e ninguém mais pode entrar no apartamento dela, falou? 
Dinho: Tudo bem.

Os funcionários ficaram olhando a minha atitude, mas eu não me importo com isso agora e também eles não tem que se envolver nisso, no máximo vai rolar um fofoca sobre mim e já estou tão acostumado com isso, aguento isso como Justin Bieber e poderei aguentar como Justin Walker. Peguei uma bolsa grande, e coloquei algumas roupas dela, acho que o suficiente até ela arrumar algumas novas. Peguei algumas coisas á mais e sai trancando a porta. 


 - Narração de Debby ... 

 Qual foi a parte de “não dar mancada” que o Justin não entendeu? Pombas, de dentro do carro eu podia ouvir os gritos do retardado que queria dar pose de fodão para prédio inteiro, isso estava me deixando profundamente abestalhada. Como era possível ele ser tão teimoso, arrogante e irritante ao mesmo tempo, e quando ele estava fora de si era pior. Ele jogou a mochila no banco de trás e mal conseguia colocar a chave para dar partida do carro, parecia que ele não estava vendo. 

Debby: Você não pode dirigir. 
Justin: Que foi, quer ser motorista agora também? 
Debby: Não, só não quero que você se mate e me mate junto. 
Justin: Eu consigo. 
Debby: Para onde vamos? 
Justin: Para casa. Ele finalmente deu a partida e acelerou, odeio correr com carros e admito que no caso, eu amando essa adrenalina mas jamais iria admitir isso para ele e também as manobras que ele estava fazendo deveriam ser feito numa pista pra isso, não em uma estrada. Eu coloquei a mão em seu ombro. 
Debby: Justin para de correr. Diminui a velocidade. 
Justin: Tudo bem. 

Desnorteado, e sem muita reação ele lentamente diminuiu a velocidade e não, não queria ser legal por que sem dúvida ele não estava merecendo porém ele esteva tão estranho, ele parou em frente a suposta casa e encostou no carro colocando a mão esquerda na testa, coloquei a mão no seu braço, Justin apenas pôs a mão no bolso e tirou as chaves. 

Justin: É a chave da casa, pode entrar. 
Debby: Você esta bem? 
Justin: Debby entra logo! 
Debby: Cara, eu não tô pedindo muito. Só to perguntando se você tá bem. 
Justin: Eu to bem e se você não quer entrar, eu entro. 

Ele puxou as chaves da minha mão e jogou a minha bolsa em cima de mim para que eu agarrasse e entrou, bem que eu tentei um diálogo descente mas não conseguia falar. Eu odeio Justin Bieber e sempre vou odiar só que agora eu trabalho com ele e não posso ficar com essa “guerrinha”. Velho, não rola. A casa era bem bonita, não era super elegante, mas também não se comparava a meu apartamento que era horrível. Ele apontou para meu quarto e entrou no dele trancando a porta, apenas joguei minha bolsa em cima da cama e dei uma olhada na casa. Tinha uma piscininha atrás, a cozinha era média, a sala também e tinham outros quartos nos andares de cima. 

[ ... ]

 Oito da noite e Justin não havia saído do quarto, eu já tinha tomado meu banho e trocado de roupa, vi uns três filmes e ainda comi umas besteiras na cozinha. Acabei cochilando no sofá com um pacote de biscoito na mãe e com o controle remoto da TV na outra mas fui despertada com alguns tapas de leve no meu rosto.

Debby: Aff, que isso Justin? Não sabe chamar meu nome não? 
Justin: Foi mal, eu vou sair tá? 
Debby: Vai onde? 
Justin: Não interessa. 
Debby: Realmente né? Simples. Vai onde você quiser mas não me procura se algo acontecer. Não mesmo. Justin: Como se eu fosse precisar de você. 
Debby: É você quem sabe mas cuidado com suas palavras.

[ ... ] 

 Acordei com um barulho, já era bem tarde eu acho e o silêncio dominava a casa, a rua ... a vizinhança. Ouvi o barulho se repetir e peguei uma vassoura, típico da minha parte pegar para se defender e logo perguntei quem estava lá e que era pra sair da minha casa, mas a voz pesada e rouca do Justin falou baixo. 

Justin: Sou eu. 

Me assustei com o tom de voz, e corri para acender a luz e temia que algo poderia ter acontecido e sei as minhas responsabilidades sobre ele.

Debby: Justin, o que houve, por que você tá machucado? 
Justin: Me deixa em paz, volta pro seu quarto. 
Debby: Não, você tá sangrando. Olha o seu rosto! O que aconteceu? 
Justin: DEBBY VAI EMBORA! 
Debby: NÃO! 

Meu orgulho, eu sei que burlei um dos meus princípios. Disse que não tentaria mais ajudar, eu disse isso a mim mesma

Continua ...

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