"Quero que saibam que o negócio terminou então, eu estou dizendo para você.
Eu serei sempre verdadeira."
(Hilary Duff - Beat Of My Heart)
- Narração de Debby ...
Foi tenso olhar para o rosto dele sangrando, por mais ignorante que ele estava sendo comigo eu não poderia deixá-lo sangrando ali, eu apoiei o braço dele no meu ombro e ajudei ele até chegar ao sofá.
Debby: Fica aí e não sai.
Justin: Eu disse que não preciso da sua ajuda.
Debby: Para com essa merda de ignorância e orgulho agora, não vai conseguir nada com isso. Falou?
Ele cruzou os braços e eu virei de costas ignorando o tom de raiva, fui até o banheiro e peguei alguns curativos e esquentei a água mas misturei com água gelada para que ficasse morna, peguei o pano e voltei para sala. Me ajolhei em frente a ele, coloquei o pano limpo na vasilha de água morna e um pouco de álcool e torci para tirar o excesso. Enrolei na ponta do meu dedo indicado e levemente passei em cima do machucado e ele colocou a cabeça para trás.
Debby: Para de ser criança.
Justin: Tem álcool nisso e você me diz que não dói.
Debby: Mas não sei onde você arrumou esses cortes, pode ter alguma infecção.
Justin: Prefiro ir pro hospital, anestesia por favor.
Debby: Acha mesmo que eles vão te dar anestesia na testa?
Justin: Por favor, anestesie meu corpo todo. Quero esquecer de tudo.
Debby: Esquecer do que? Você nem tem tantos problemas assim.
Justin: Na boa, vou dormir.
Debby: Não, você vai ficar aqui por que eu ainda nem comecei.
Ele recuava a todo toco do pano nos machucado e o puxava novamente para mim, eu admito que deveria estar doendo sim, por que os cortes não eram nada simples e alguns não era apenas superficiais mas ele não estava querendo ir para o hospital, limpei ao máximo e fiz alguns curativos e ele nem agradeceu, apenas se levantou e entrou no quarto. Aff, isso me irritou, eu ouvi o barulho do chuveiro e limpei a sujeira que tinha feito na sala.
Aguardei o barulho do chuveiro parar e comecei a bater na porta chamando o nome do Justin, mas sem o sobrenome por que algum vizinho poderia ouvir mas continuei a gritar do outro lado da porta até que Justin abrisse.
Justin: O QUE É? VOCÊ É LOUCA?
Debby: Louca? Você é que tem algum tipo de problema, você chega todo machucado e depois de alguns minutos vira de costas como se nada tivesse acontecido, qual é?
Justin: Eu não quero que você se envolva na minha vida.
Debby: Então pega sua merda de dinheiro de volta, eu não preciso aguentar isso. Na boa, eu mereço coisa melhor e posso conseguir coisa melhor. Não vale a pena passar por tudo em isso a troca de um bocado de dinheiro. Dinheiro pode acabar em meses mas o caráter fica aqui. Ele abriu a porta completamente e se sentou na cama, apoiando o cotovelo nas suas pernas enquanto colocava a mão no rosto, entrei e me sentei ao lado dele.
Justin: Eu não quero que você se machuque.
Debby: Bieber? Poupe-me né? Estou em Nova Iorque a anos me virando sozinha e você está com medo de que eu me machuque?
Justin: Não me chame de Bieber e eles podem machucar você sim.
Debby: Por que?
Justin: Quero esquecer quem eu sou, por favor e eles acabam com qualquer um que está no caminho deles. Debby: Eu não entendo isso mas não é isso que eu quero discutir agora.
Justin: Eu to com sono, amanhã talvez.
Debby: Amanhã merda nenhuma!!! Ou você me fala agora ou vai ter que procurar outra pessoas pra te ajudar com esse loucura de faculdade.
Justin: Eu não nada pra falar.
Debby: Tem sim, por que chegou machucado? Para onde foi?
Justin: Isso realmente não importa, vai fazer doer menos esses cortes? Vou me sentir melhor, depois que eu falar eles vão magicamente se curar?
Debby: Claro que não, tenho cara de milagreira?
Justin: Então ...
Debby: Fala! Justin: Eu briguei com uns caras, foi só isso.
Debby: Eles te bateram por que?
Justin: Aff, eu não apanhei. Eu não sou cara de levar um surra.
Debby: Não importa, para de enrolar, por que vocês brigaram?
Justin: Por que eu ... eu beijei uma garota numa festinha lá e o cara se irritou e você sabe.
Debby: Tá louco é? Pirou? Elas são vadias da faculdade, todo mundo já pegou aquelas garotas e o tem um monte de maconheiro que são loucos por ela,você tá brincando com fogo? Eles podem dar um tiro na sua cara.
Justin: Até parece que eu me importo e também, eu não estava normal.
Debby: Você bebeu?
Justin: Um pouco.
Debby: O suficiente para fazer besteira né? Usou drogas?
Justin: Ai Debby, chega com isso, eu realmente estou com dor de cabeça.
Debby: Por que será né? Você nunca deveria ter chegado perto disso
Justin: Não quero ouvir seus conselhos, como se você soubesse algo sobre mim.
Debby: Não preciso saber muito para saber que você é um idiota.
Justin: Eu sei disso. Ser famoso foi um erro, essa ideia de estudar foi um erro, nascer já foi um erro. Ele se abriu um pouco, deixou os sentimentos vazarem por milésimos de segundo, essa era chance e eu não sei como reagir, não se ele deixou escapar ou realmente me quis dizer isso; estou realmente com medo de estragar tudo, olhei nos olhos deles ele olhou nos meus também.
Debby: Erro de verdade é você pensar assim. Se você está aqui é por que Deus quis que você nascesse e se você é famoso é por que tem pessoas que te amam do jeito que você é, suas fãs.
Justin: Nossa, profundo.
Debby: Que foi? Vai ironizar minha ajuda?
Justin: Não, é que nunca pensei que você iria tentar me fazer sentir melhor.
Debby: De nada.
Justin: *sorri* Obrigado mas isso não nos faz amigos.
Debby: Claro que não.
Justin: Amanhã eu não vou estudar, olha minha cara e estou com uma dor de cabeça.
Debby: Será que é por que o efeito do baseado está passando. *ri*
Justin: Para, não tem graça.
Debby: Tá, parei. Vou trazer um analgésico.
Justin: Não, não quero tomar mais nada. Quero ficar limpo até amanhã.
Debby: Entendi já.
- Narração de Justin ...
Ela se levantou do meu lado, abriu a parte de baixo do meu armário, pegou a garrafa de bebida e jogou pela janela fazendo ela quebrar no gramado lá fora, levantei correndo até a janela e depois cheguei perto dela ainda gritando
Justin: QUAL É O SEU PROBLEMA?
Debby: Ei, fala mais baixo comigo!
Justin: Por que você jogou fora.
Debby: Você já tá drogado o suficiente, se beber vai acabar tendo uma overdose e na boa, não quero levar ninguém no hospital.
Justin: Mas eu não iria beber.
Debby: Você não quer ficar limpo... mentiras ... por favor né? Enquanto estiver perto de mim, sóbrio você vai ficar.
Justin: Saia do meu quarto.
Apenas a empurrei para fora e tranquei a porta e me joguei de qualquer jeito em cima da cama, por quê? Por que ela fez aquilo? Essa garota já estava me irritando e não é só pelas loucuras que ela faz mas pela forma que ela fingi que se importa, prefiro que ela não se importe do que fingir isso. Minha cabeça estava explodindo e eu estava com raiva também. Nem terminei a primeira semana e já estou pensando em parar de estudar, essa noite eu já vi que não estava mais conseguido dormir então fui ao banheiro, acendi a luz e me observei no espelho minha cara estava toda quebrada e por dentro também ...
Na boa, eu odeio esse negocio de sentimentos e sentir isso, já tenho 22 anos e não escrevo uma música boa mais, que fale sobre o que eu sinto. Estou admitindo isso pra mim, se não fosse o Usher do meu lado me ajudando a escrever, não sei o que seria da minha música. Ele me apoiou nessas “férias”, disse que eu deveria organizar as coisas e por minha cabeça no lugar porém como eu consigo só estragar mais o que deveria ser bom pra mim? Eu nunca tive problemas com drogas e bebida e alguns dias eu já consegui me envolver nisso. Tirei minha blusa, deitei na cama e apaguei ...
[ ... ]
Acordei com o meu telefone celular tocando, coloquei a mão em frente aos meus olhos pois não consegui abrir já que na noite passada eu esqueci de fechar a janela e a cortina, agora pela manhã o a luz do sol invadia meu quarto; com dificuldade olhei para tela do celular e atendi.
[♫ - Telefone]
Justin: Fala Vanessa.
Vanessa: Não vem pra facul hoje?
Justin: Não, minha cabeça está explodindo.
Vanessa: Nada que a galera não possa resolver.
Justin: Valeu mas realmente quero ficar em casa.
Vanessa: E a noite?
Justin: Pode ser. Vanessa: Então nós vamos de carro aí te buscar, heim?
Justin: Pode vir. Vanessa: Então, te pego ás 9 da noite, pode ser?
Justin: Pode, tranquilo.
Vanessa: Que bom, por que temos uma supresa para você.
Justin: Surpresa pra mim? O que é?
Vanessa: Se eu te contar, deixa de ser surpresa. Até as 9
- Narração de Debby ...
Fechei os olhos e respirei fundo enquanto estava apoiada na porta do quarto dele ouvindo a conversa. Eu não acredito que ele iria usar aquela merda de novo, por que ele estava fazendo isso? O cara é o Justin Bieber, apenas 3 meses pra terminar todos os estudos dele, a maior parte ele fez dentro de um ônibus e agora ele precisa ficar só uma alguns meses e ainda faz isso.
Eu estava bem apoiada na porta e acabei caindo quando ele abriu a porta, foi um erro bobo, fiquei tão ligada nos meus pensamentos que me esqueci de sair de perto da porta.
Justin: O que você estava fazendo atrás da porta?
Debby: Limpando.
Justin: O que você ouviu?
Debby: O suficiente. Vai usar de novo né?
Justin: O que eu disse? Só por que você disse algo legal pra mim e eu agradeci sorrindo, isso não nos torna amigos, e já que não minha amiga eu não devo satisfações.
Debby: Meu irmão, sua mudança de humor me assusta. Para de distribuir patadas.
Justin: Você deveria ir a faculdade hoje. Ele virou de costas e foi até cozinha preparar um sanduiche. Debby: E deixar um drogado aqui sozinho?
Justin: Não se preocupe com isso, não preciso de companhia pra cheirar.
Debby: Então por que você se envolve com aquela tal de Vanessa e a “galera”? Eles são um bando de drogados, eles cheiram até pó de giz do quadro negro e se a tia da limpeza deixar, eles cheiram a poeira que ela varre.
Justin: O que você está tentando fazer?
Ele foi se aproximando de mim e apenas fui andando para trás, até tocar minhas costas num balcão e o braços deles me cercaram e tocaram no balcão de forma que eu não pudesse sair, Justin estava sério e olhando pra mim, pensei o pior, talvez ele poderia me bater, sei lá, ele não parecia drogado mas até o estado normal dele me assustava ás vezes. Respirei fundo e encarei.
Debby: Não quero que você se mate.
Justin: Por que tá fingindo que se importa? O que você quer, mais dinheiro? Fale se é esse o problema.
Debby: Na boa, enfia esse dinheiro no seu cu. O que você pensa que eu sou? Algum tipo de vadia que você paga pra fazer o que você quer? Lembra que foi VOCÊ que implorou minha ajuda e que queria fazer a faculdade e eu era sua esperança. E só por isso eu aceitei, na boa, chega disso.
Justin pensa que é pelo dinheiro mas nunca foi, eu disse que não cuidaria de um bebê idiota de 22 anos e não vou cuidar, fui até eu quarto e pequei todas minhas roupas e coloquei de volta a bolsa e peguei o cheque que Cindy tinha me entreguei, amassei e joguei nele que por sinal estava parado na sala em choque; fui até a porta da saída, desci a pequena escadinha da fachada e segui andando.
Ele correu atrás de mim, ele estava sem blusa e sua calça estava sem sinto, caindo e os vizinhos estavam olhando, provavelmente pensando o pior.
Justin: Por favor, para.
Debby: Não vou parar de andar e vê se volta pra casa, os vizinhos vão pensar mal de mim.
Justin: Eu não me importo.
Debby: Sério? Justin: Podem até falar mal de você mas você não é uma pessoa ruim. Eu parei de andar e olhei para ele.
Debby: Na boa meu, qual é a sua? Um hora você falar uma coisa legal e outra vem com milhares pedras na mão para me atacar.
Justin: É difícil, sabe? Eu não sei o que acontece.
Debby: Espero realmente que você consiga fazer tudo que quer, estudar e etc.
Justin: Obrigado, eu só queria ... Me descul... É.. você precisa do carro?
Debby: Não, obrigado. Justin: Eu não posso ao menos levar você?
Debby: Não, eu pego um táxi. Não sou tão pobre assim.
Eu disse que ia e ele me deixou ir, por que isso estava doendo? Ele? Só um babaca na minha vida, conheço tanta gente babaca e ele é só apenas mais um e eu não deveria me importar.
- Narração de Justin ...
Observei ela indo embora, o vento fresco e luz do sol da manhã passava pelos cabelos castanhos brilhantes dela fazendo ficar mais linda ainda e mesmo com o cabelo bagunçado e sem maquiagem ela estava linda. Como podia ser tão perfeita.
Que isso Justin Bieber? Você só pode estar louco.
Estava como nos filmes, um anjo e demônio no meu ombro, cada um dizia uma coisa, e isso estava me matando. Eu sentia algo estranho por ela, e senti mais ainda quando percebi que ela estava partindo e tinha medo que fosse como todas as pessoas próximas a mim, apenas fingiam só por que eu sou Justin Bieber.
Continua ...

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