terça-feira, 2 de outubro de 2012

"Firewall - Parte 18 / Nunca Mais"

"Você não significa nada pra mim
Você é o que eu nunca quero ser"
(Simple Plan - You Don't Mean Anything)

- Narração de Debby ...

Bieber levantou e virou de costas para mim, olhei rapidamente para Chaz que rapidamente desviou o olhar para que não pudesse olhar para mim. Justin virou novamente e olhou para mim, eu sabia que algo iria acontecer, sabia que ele iria fazer algo comigo, algo tão ruim que até Chaz não queria assistir a cena.
Nem foi necessário ordens, Chaz saiu quando Justin avançou um passo.

Debby: Você que me dizer alguma coisa?
Justin: Não.
Debby: Se você se drogou, pode falar pra mim.
Justin: Cala a boca.
Debby: Nossa.
Justin: Cansei de você, cansei dos seus dramas e palhaçadas. Cansei de tudo por aqui, fala sério, eu posso ter qualquer mulher. Você é difícil demais.
Debby: Legal.
Justin: É só isso que vai dizer?
Debby: O que quer que eu faça? Me ajoelhe? Ah por favor.
Justin: Eu odeio você.
Debby: Nossa, que interessante. Temos algo em comum.
Justin: Não se ache muito, você foi apenas uma vadia na minha vida.
Debby: Não vou discutir contigo, nem vou ficar dando explicações. Se você acha isso o problema é seu. Vou embora e quer saber, fica com minhas roupas. Pode jogar fora, não fico nem mais um segundo nesse lugar.
Virei de costas mas logo senti as mãos geladas dele me puxar para trás, e seus fortes braços me cercarem. O corpo dele estava gelado também, parecia nervoso, nunca havia sentido ele dessa forma.
Debby: Me larga.
Justin: Eu não posso.
Debby: Você tem problemas, começa me xingando e depois quer me abraçar.

- Narração de Justin ...

Queria trata-la mal, o máximo possível, o máximo que eu conseguia naquele momento; talvez assim seria menos doloroso para ela. Não posso negar que eu estava amando cada dia mais mas agora não posso escolher, não posso escolhe.

Ela estava em meus braços, e eu não podia protegê-la. Do que adianta ser o Justin Bieber se você não pode salvar quem você ama? Tantos anos treinando, a quantos anos faço shows sorrindo quando estava quebrado por dentro? Minhas letras de música quase falavam o que eu estava sentindo mas sempre entendiam de um jeito errado, sempre julgando o superficial, todos achando que estava tudo bem mas os mesmos problemas que as outras pessoas tinham, eu também tenho mas sou obrigado a fingir que está tudo perfeito. Acostumei com essa situação, eu deveria ser frio agora e sorrir mas por que estava sendo tão difícil? Me afastei.

Justin: Vai pro seu quarto.
Debby: Eu quero ir embora e vou.
Kenny entrou andando rápido e pegou ela pelo colo, ela gritou e tentou se livrar mas ele é forte demais. Após coloca-la no meu quarto e trancar a porta ele veio falar comigo.
Kenny: Qual é a sua? Quer acabar com tudo?
Justin: Porra Kenny, eu amo a Debby. Não é fácil.
Kenny: E foi fácil chegar até aqui? Lembra quando você cantava na escadaria do teatro? Levava seu violão e seu sonho? Vai destruir tudo por tão pouco?
Justin: Droga.
Kenny: Seja frio. Cadê o Justin desses últimos anos?
Justin: Nossa Kenny, nunca te vi falando desse jeito. Você nunca apoiou tudo que eu fiz.
Kenny: Por que você nunca fez tanta merda igual a essas.
Justin: Foi o Chaz.
Kenny: E você tá no meio.
Justin: Eu só quero que ninguém morra.
Kenny: Se entregar ela, ninguém vai morrer. Nem ela.
Justin: Tá zoando comigo? Acha que eu sou idiota? Acha que eu não sei que todos os caras daquela maldita gangue vão querer comer ela e quando enjoarem vão simplesmente matar? Fala sério, é essa a realidade. Eu sei que eles vão usar e abusar da minha namorada. Faz um favor? Não diz mais nada Kenny.
Kenny: Quer que eu leve comida para ela?
Justin: Não, se ela estiver com fome o problema é dela.
Kenny: Isso.

Sentei no sofá e de lá eu podia ouvir alguns gritos dela e ela quebrando algumas coisas mas logo tudo foi silenciado talvez pelo cansaço ou choro, provavelmente, eu imagino, que ela deveria estar chorando ou dormindo mas não me atreveria a entrar no quarto pois se olhasse para o rosto dela, não teria coragem de fazer o que tinha que ser feito.

[ ... ]

Eu cochilei pelo menos umas 2 horas naquele sofá, estava com olheiras e cansado, mesmo depois do banho e o café da manhã, eu continuava me sentindo mau e meu pensamento era fixo. Fui até meu escritório e abri a gaveta onde guardava todo tipo de droga mas escolhi a maconha, eu precisava ficar com o corpo mais leve e minha mente mais leve ainda. Só isso me faria enfrentar, só isso me faria olhar os nos olhos da Debby.
Fui até o quarto e abri a porta, ela estava com uma blusa minha, estava larga e parecia um vestido, o cabelo meio bagunçado e dormia feito um anjo. Me sentei ao lado dela, e aproximei meu rosto até meus lábios se tocarem ao dela, mas foi de leve, nem chegou a ser um selinho. Ela acordou e me empurrou pra trás.
Justin: Toma banho e coloca uma roupa.

Debby: Você não manda em mim.

- Narração de Debby ...

Ele colocou as mãos na cintura, pegou a arma e apontou pra mim destravando a arma. Meus olhos apenas se desviaram para o dele, que estavam diferentes, eu sei que ele usou drogas para fazer aquilo mas nunca imaginava que ele precisaria apontar uma arma pra mim. Agora o Justin passou dos limites, acho que nada me magoaria mais.
Debby: Nunca mais.
Justin: Nunca mais o que?
Debby: Nunca mais me beije, me toque, me olhe nos olhos ... nunca mais fale comigo.
Recolhi minha roupa que estava em cima da cama e fui ao banheiro, a sensação de querer chorar e não conseguir estava presente hoje; um tremendo nó enrolava minha garganta e o ódio não saia da minha mente. Quem ama a ponto de ameaçar? Vesti minha roupa, me arrumei e sai do banheiro apenas olhando para frente.

Continua ...

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