terça-feira, 2 de outubro de 2012

"Firewall - Parte 19 / Sem Amor "

"Eu sei o que você estava pensando. Antes de você dizer em voz alta
Não diga que você sente muito."
(Demi Lovato - Everytime You Lie)


- Narração de Justin ...

Peguei no braço dela dando impulso para que continuasse andando; droga nenhuma nesse mundo estava fazendo diminuir algo que parecia me cortar por dentro, a dor e o aperto estavam me consumindo a cada segundo que passava, eu acho que o nome disse é dor, dor da perda. Perder o que mais se ama sem fazer absolutamente nada, misturado com arrependimento e dúvida mas minha regra é jamais demonstrar nada, para que demonstrar algo? Não vale a pena, colocar sentimentos apenas fode com tudo, ás vezes sentimentos não servem para nada, eu já estava mais do que ferrado e não tinha nada para fazer.
Coloquei a no carro e fechei a porta, apenas Chaz e ela ficaram no carro enquanto eu voltei para buscar o Kenny.

- Narração de Debby ...

Chaz: Desculpa.
Debby: O que?
Chaz: Desculpa.
Debby: Não precisa se desculpar pelo seu amigo.
Chaz: A culpa também é minha.
Debby: Muito nobre da sua parte ao menos pedir desculpas. Tô emocionada.
Chaz: Não precisa ser sarcástica. Eu sei que nada vai mudar.
Debby: Pra onde eu estou indo?
Chaz: Pro fim do mundo, ou da sua vida.
Debby: Por que Justin simplesmente não me deixa ir. Tudo bem se ele não me amar.
Chaz: Não é amor, é necessidade.
Debby: Necessidade de quê? Ele quer se divertir com a minha vida? Eu não sou um brinquedo, que ele vá brincar com outra pessoa e não comigo, eu não concordo com isso.
Chaz: Para de sentir, vai doer bem menos.
Debby: Como vocês conseguem ser tão frios?
Chaz: A vida ensina isso, cada um tem sua luta. Cada um luta de um jeito, nós preferimos a frieza, ninguém gosta de ficar perto do que é gelado, então se afastam, poupa tudo. Não precisamos conversar, conhecer e se apegar e sofrer.
Debby: É essa sua teoria de vida?
Chaz: Essa deveria ser a teoria de todos, inclusive a sua.
Debby: Grande merda.
Chaz: Eu avisei, essa é sua escolha.
Debby: Minha escolha é ir embora.
Chaz: Você não tem essa opção.

Justin voltou com Kenny e entraram no carro, Justin sentou no banco da frente e Kenny ficou atrás comigo, era mais seguro caso eu tentasse fugir, o ódio dentro de mim camuflava o medo e me sentia anestesiada; jamais tinha sentido algo comparado com isso e meu olhar emitia todas as minhas emoções naquele momento... Acho que apenas Kenny reparou no meu olhar mas isso não significava nada no momento.

Não contei as horas mas demorou muito a viagem, o caminho já estava pouco iluminado por causa da noite e o lugar era bem cheiro de árvores, frio e estranho. Cruzava os braços e me abraçava alisando meus próprios braços na tentativa de me aquecer, Bieber tentou me oferecer o casaco mas ignorei o pedido e joguei o casaco no chão do carro.

O carro parou e Kenny pegou o casaco que estava no chão, jogou em mim e disse para colocar rápido, respondi furiosa que não colocaria por ser do Justin e ele me apenas me disse que tinha duas opções: cobrir meu corpo ou ele mesmo fazia isso, aquilo não era brincadeira e não era hora de agir como uma criança.

Debby: Como assim?
Kenny: Eles querem brincar contigo e com o Justin. Faça o que eu estou mandando.
Debby: Ninguém vai me machucar né?
Kenny: Pense em viver. Saia viva dessa, é isso que importa.
Sai do carro ao lado de Kenny, Chaz e Justin andavam na frente.

- Narração de Justin ...

Eu demoro anos para me sentir amor outra vez e quando eu realmente amo eu tenho que entregar a mulher que eu amo para outro homem. Doía tanto dentro de mim, estava me corroendo por dentro. Entramos no galpão e Matt estava sentado numa cadeira, segurando uma arma e seus “parceiros do crime” ao lado.

Matt: Boa noite pequeno Justin.
Justin: O dinheiro já está na sua conta, e ela está aqui. Já posso ir?
Peguei Debby pelo braço e avancei um pouco para frente, ela se afastou de mim e cruzou os braços.
Matt: Obrigado Sr. Bieber.
Justin: Vamos Kenny!
Matt: Espera!
Justin: O que você quer mais? Já fiz tudo que disse, cumpri minha parte do acordo, agora cumpre a sua.
Matt: Acha mesmo que seria tão fácil assim?
Justin: O que você quer?
Matt: Quero que você fique parado. Bem aí.
Matt apontou a arma para mim e seus parceiros vieram até nós, nos revistaram e pegaram nossas armas, eu estava ficando furioso, pensei no pior mas ele não parecia querer atirar em mim.

Dinovan, era esse o sobrenome de Matt. Matt Dinovan, ele pegou a Debby e colocou tirou o casaco e blusa. A sensação de vê-lo tocando era horrível, Matt olhava para mim como se quisesse alguma reação da minha parte mas eu não fazia e nem Debby por que ele segurava um arma. Ele passou a mão pela coxa e depois na parte intima dela e uma lágrima saiu do olho dela. Que merda, eu tenho tanto dinheiro, tenho casas, carros mas não podia fazer exatamente nada para ajuda-la.

Matt: É bom Justin, ver que eu vou transar com a sua mulher? ... Por que está tão calado? Isso é tão excitante. Vamos, fala uma palavrinha.
Kenny: Chega Matt, já é o suficiente.
Matt: Ah tudo bem, eu sou legal. Vou deixar você ir embora Justin, odeio isso, gosto de fazer sexo num lugar bem silencioso.
Saí chutando tudo que podia, andava rápido em direção ao carro, sentei e liguei o carro mas Kenny abriu a porta e me puxou pela blusa.
Kenny: Para com isso, você fez a coisa certa.
Justin: Não diga que eu fiz a coisa certa por que eu não fiz, você sabe que eles vão abusar dela. Não finja que isso é uma coisa normal por que NÃO É.
Kenny: Quer ser preso cara? Eles vão estragar a sua vida, sua carreira e vão matar seus amigos e família e ainda colocar a culpa em você.
Justin: EU SEI, MERDA, VOCÊ NÃO PRECISA DIZER NADA.
Kenny: Então para de agir como um idiota revoltado.
Justin: Kenny eu amo a Debby. Se põe no meu lugar.
Kenny te ajudando cara mas essa foi a ultima vez.
Justin: Foi mesmo cara, por que eu nunca mais vou sentir algo por alguém. Acabou, eu nunca mais vou ser o mesmo, nunca mais vou me apaixonar, nunca mais amarei alguém.

- Narração de Debby ...

Não sei o que estava sendo pior, a certeza que seria estuprada, olhar para cara do Justin ou vê-lo ir embora sem fazer absolutamente nada para me ajudar, o egoísmo dele era tão grande que chegava destruir a própria vida dele.

Matt foi me puxando pelo braço e me levou para um quarto do galpão e me jogou em cima de uma cama que nem lençol tinha, era apenas um colchão. Ele sentou na cadeira e acendeu um cigarro e me pediu para tirar a roupa. Neguei com o rosto e ele apenas riu de lado, após terminar o cigarro, ele jogou no chão, pisou e andou lentamente em minha direção, e apontou a arma para mim; tirei minha calça e fiquei apenas de calcinha e sutiã.

Sem amor, sem vontade, sem sentimento. Era um estranho em cima de mim, era alguém que estava me dando nojo, ele penetrou e a dor era tão grande que gritei e chorei, não havia prazer ele não quis usar camisinha por que queria sentir tudo, e eu francamente estava morrendo de ódio. Às vezes eu me afastava dele, quando ele tentava fazer carícias, ele me batia e puxava meu cabelo, estava doendo, não só fisicamente como emocionalmente.

Continua ...

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